terça-feira , 21 agosto 2018
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Produtores rurais que recebem assistência técnica do Senar/MS produziram 24 milhões de litros de leite em 2017

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743 produtores rurais atendidos pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG Mais Leite, foram responsáveis por produzir mais de 24 milhões de litros de leite.

POR:  Assessoria de Comunicação Sistema Famasul – Rodrigo Corrêa 
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Imagem ilustrativa

O setor leiteiro de Mato Grosso do Sul teve um ano de diversos obstáculos em 2017. Ainda assim, com um cenário desafiador, a produção, para quem investiu em gestão, tecnologia e conhecimentos, não deixou a desejar. Os números apresentados pelo Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural comprovam a afirmação.  De janeiro a dezembro do ano passado, os 743 produtores rurais atendidos pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG Mais Leite, foram responsáveis por produzir mais de 24 milhões de litros de leite.

“Em Mato Grosso do Sul a média de produção das vacas em lactação é de 3,66 litros/dia, segundo dados do IBGE (2016), enquanto que nas propriedades assistidas pela ATeG a média registrada é de 8,23 litros/dia. Isso demonstra que as vacas estão mais saudáveis e bem nutridas. É mais eficiência produtiva, graças à orientação técnica”,

aponta a coordenadora do Programa de ATeG Mais Leite, Bruna Bastos.

Dados do Departamento de Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, apontam que a produção média diária, em 2017, foi de 88,49 litros por propriedade.

“Isso é resultado dos ajustes nos manejos reprodutivo e nutricional, muitas vezes sem precisar de investimento financeiro. Assim o animal começa a expressar o potencial leiteiro”,

complementa.

Foco em 2018 – Na Fazenda Seriema, em Camapuã, a 120 Km distante da Capital, em janeiro de 2018 foi registrada a maior média de produção diária de todos os assistidos do Programa Mais Leite, total de 1.800 litros/dia.

São 160 animais em lactação, com uma produção média de 11,25 litros/vacas/dia. Todo o leite produzido é destinado a um laticínio que abastece o mercado local.

“O que mais avançou nesses três anos de assistência foi o planejamento. Conseguimos equilibrar as contas para aumentar a quantidade, já que a parte de manejo estava bem encaminhada. Ficamos todo esse tempo concentrados em buscar alternativas e soluções para controlar os custos de produção da atividade leiteira, buscando diminuir o custo por litro de leite produzido”,

explica o médico veterinário e produtor rural, Eduardo Melhado.

De acordo com o técnico de campo que atende a propriedade, para alcançar os resultados esperados, foi preciso diminuir o número de vacas secas no rebanho, fazendo a seleção de animais por idade e produção (animais com menos de 5 litros de leite entram para descarte). Além disso, o produtor tem intenção de irrigar 25 hectares de pastagem (Mombaça), e fazer silagem de sorgo todo ano para utilizar no período de estiagem.

“O produtor solucionará o problema de alimento para época da seca, conseguindo ter uma produção constante o ano inteiro e com preço relativamente baixo do litro de leite produzido, pois economizará em concentrado (hoje em torno de R$ 0,94 o quilo), pois fornecerá mais pasto”,

explica o técnico Denis Faustino Alves.

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