domingo , 16 junho 2019
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Polícia pede autorização judicial para acessar celular de criança morta

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A família não soube detalhar a polícia o que a menina assistia no aparelho e por isso o pedido para acesso do conteúdo foi feito a justiça. Conforme Zarelli a investigação agora busca esclarecer como o crime aconteceu.

Por: Olimar Gamarra
Menina morreu com um tiro na cabeça em Mundo Novo. (Foto: Arquivo Pessoal)
De acordo com o Campo Grande News, ainda no local do crime a mãe da menina contou a delegada Allana Mariele Mazaro Zarelli, titular da delegacia da cidade e responsável pelo caso, que mais cedo à filha assistia um desenho na sala de casa, mesmo ambiente em que ela e o marido recebiam um casal de amigo.

“Ela saiu brava da sala porque o barulho que os adultos faziam estava atrapalhando ela assistir o desenho, tomou banho e foi para o quarto”, contou a delegada. Sozinha, a criança ficou mexendo no celular, assistindo vídeos, até ter o celular tomado pela mãe. “A mãe foi ao quartou, tentou convencer ela a voltar para sala, mas ela não quis e a mãe tomou o celular. Cinco minutos depois aconteceu a tragédia”.

A família não soube detalhar a polícia o que a menina assistia no aparelho e por isso o pedido para acesso do conteúdo foi feito a justiça. Conforme Zarelli a investigação agora busca esclarecer como o crime aconteceu, se alguém de alguma maneira auxiliou ou estimulou o suicídio. “Não é possível descartar, por exemplo, que foi um disparo acidental”.

Para a polícia, a família relatou ainda que a menina era uma típica pré-adolescente e não demonstrava sinais de tristeza, mas estava mais nervosa nos últimos dias. Além do celular e do computador os policiais apreenderam um caderno com alguns textos em que ela demostrava infelicidade. “Não sabemos se a caligrafia é dela, ainda não foi feito o reconhecimento. O que sei é que o nome dela estava na capa e o caderno estava nos materiais escolares dela”.

Conforme a delegada, a pistola .40 usada pela menina é de uso pessoal do pai dela, que é Subtenente da Polícia Militar. A arma estava guardada em uma gaveta, que não ficava trancada, no mesmo cômodo onde ocorreu o disparo. À polícia, a mãe da menina afirmou que, mesmo sendo militar, o pai nunca ensinou a filha a manusear as armas que tinha em casa.

“A arma tinha registro, era de uma marca que pode se ter em casa, de um calibre que pode se ter”, destacou Zarelli. O pai da criança é policial militar há 33 anos e chegou a trabalhar como instrutor do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) na região.

 

Fonte: Campo Grande News

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