domingo , 22 outubro 2017
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Não existe criança difícil.

Criança difícil não existe. Difícil é ser criança nesse mundo de gente ocupada, cansada sem paciência e com pressa.

Por: Melissa Dayane/ informações  R7

 

Jeri-Johnson
Foto: Jeri Johnson

Sim, a gente perde a paciência, vive cansado ou com presa e a consequência disso pode ser sim refletida na atenção/cuidado com os filhos. Ou vai dizer que depois de horas no trânsito ou de ter um dia difícil com clientes/chefe você consegue chegar em casa completamente zerada para encarar a rotina com as crianças?

Claro que precisamos separar as coisas, deixar os problemas de trabalho lá mesmo, não misturar os compartimentos etc etc, mas quem disse que a vida é assim, tão cartesiana? Quantas mães e pais vivem hoje em home office, são empreendedores e trabalham por conta. Atendem e respondem clientes mesmo quando os filhos já estão em casa? Aqui isso é uma realidade…

Mas mesmo que você trabalhe fora, depois de um dia exaustivo é fácil sentar no chão para brincar/jogar algo que nem as regras você entende direito (mas que as crianças dominam)? Isso sem contar com o jantar, deixar a cozinha limpa, preparar as mochilas do dia seguinte e ainda responder alguns emails antes de tomar um bom banho e dormir.

Tá certo que não devemos generalizar. Existem sim crianças “difíceis”… mas será que elas não estão APENAS tentando chamar a sua atenção? Será que a birra não é sono, fome ou carência? O mau comportamento em casa, na escola ou com a família não pode ser relacionado a algo do dia-a-dia que não está legal?

Muitas vezes as crianças estão apenas RE-agindo ou testando os limites. E se os pais não se derem conta das próprias atitudes vão rotular a criança difícil e pronto. Se os pais não colocarem limites será mais um passo para a formação de uma geração de adultos mimados e que não sabem lidar com nãos e frustrações.

Crianças difíceis, em geral, estão nos dando sinais. Talvez não seja simples entendê-los mas apenas rotular não é a melhor saída.

A auto-crítica é fundamental. Ser um pai/mãe presente, responsável por suprir as necessidades dos filhos (em especial as emocionais) nessa fase de formação é fundamental. A criança precisa se sentir segura, precisa entender que existem regras, rotinas e formas de viver: em casa, na escola, em sociedade.

Como bem disse uma amiga, crianças difíceis tornam-se adolescentes ainda piores… porque reune a falta de limites com uma época de questionamentos sem fim.

 

Espero que curtam a reflexão!

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